sexta-feira, 30 de abril de 2010

E assim se chega aos 55










Chego quatro dias atrasado.
No último dia 26 casei os anos com o nascimento: 55. Agora não adianta trocar as velas. Apenas a partir dos 61 teria resultado mas já ninguém vai acreditar.
Portanto, só importa perceber que a vida começa agora. Bem sei que me restam apenas 93 anos de vida, mas irei vivê-los com entusiasmo e intensidade como se tudo começasse agora.
Várias vezes tenho dito que o principal fascínio da vida é o de não sabermos quando vai acabar. Não advogo viver cada dia como se fosse o último. Prefiro imaginar sempre que é o primeiro e assim continuarei a fazer.
(Também não terei tempo para acumular desejos de vingança nem detritos do mal no meu coração.
Deitei-os fora, absolvendo e esquecendo todo o mal que me fizeram em palavras, actos, maledicências, calúnias e injustiças.
Esqueci!
Com o meu perdão, o meu esquecimento, e porque não dizê-lo, nalguns casos, com o meu desprezo, sou eu quem mais sai a ganhar e liberto o meu coração do peso das mágoas e dos ódios.
Perdoo e esqueço para ser feliz e sinto-me, assim, mais inteligente.)
O texto entre parêntesis é uma adaptação do livro “Minutos de Sabedoria”, de C. Torre Pastorino, página 288. As fotos são minhas em Santo António de Lisboa, Florianóplis.